Publicado em Polícia
Dor e desespero. Palavras comuns no cotidiano da família de uma jovem de 14 anos, grávida, que afirmou à polícia ter sido acorrentada pelo pai.
Segundo o pai, a menor pediu para lavar um short e – aproveitando que o mesmo tinha ido tomar banho – pulou o muro e mais uma vez fugiu de casa.
No destino – ainda – desconhecido, onde passou a tarde inteira sem que se tivesse notícia do seu paradeiro, armou a foto com os pés acorrentados para incriminar o pai.
À noite, a polícia foi à sua casa veriguar a denúncia. O pai, obviamente, negou que as fotos tenham sido tiradas em sua residência.
Por telefone, enquanto o blog falava com a mãe, a jovem disse, em alto e bom som, que as fotos não foram feitas na casa do pai e sim na de uma ‘amiga’.
Segundo os pais, quando ela estava sob a tutela da mãe fugiu de casa por várias vezes.
Sempre retornava, na madrugada, suja e embriagada.
Quando voltava, pois em algumas de suas fugas chegava a passar dias sem dar sinal de vida.
Desesperados, os pais acionavam sempre a polícia e saiam à sua procura, o que pode ser comprovado em boletins de desaparecimento.
A mãe, na angústia de não saber o que fazer, levou a filha ao psicólogo.
Não adiantou.
Todas as noites ela saia antes da mãe chegar do trabalho e só retornava na manhã do dia seguinte.
Acreditando que poderia ser melhor, os pais decidiram que a guarda ficaria com o pai. Ele preparou um quarto para receber a garota e a colocou em um colégio particular.
Dos 18 dias de aula, a menor faltou 15, como consta no boletim escolar.
A mãe afirma ainda que ela enviou uma mensagem, via celular, dizendo que se não voltasse a morar com ela, “aprontaria uma com o pai”.
Quebrar fechadura da porta da casa da mãe e cadeados dos portões foram apenas algumas das ações que a menor fazia para fugir.
Depois que voltou às responsabilidades da mãe, continua saindo sem avisar.
Fonte: Tribuna do Norte

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